sábado, 27 de julho de 2013

A modelo Yasmina Rossi, aos 57 anos de idade, é sensação no mundo da moda e nas redes sociais.


Ela nasceu em 21 de dezembro de 1955. Francesa de nascença, Yasmina Rossi, tem estampando campanhas publicitárias ao redor do planeta e é sensação nas redes sociais por todo o mundo. Linda e cheia de vitalidade, Yasmina se define como uma mulher sonhadora, aventureira e exploradora, que trabalha como modelo, mas se considera uma artista em todos os campos da vida, seja com fotografias, roupas, designer de interiores, ceramista, etc.



"Eu posso fazer tudo com minhas mãos", disse. Ter nascido em Córsega, uma pequena ilha ao sul da França, e posteriormente radicada em Miami, desde 2007, deram-lhe dupla nacionalidade, o que ela considerou um passo para tornar-se oficialmente uma cidadã do mundo. 

Alegre e espirituosa, disse: "Não sei explicar quem sou eu realmente, o que eu sei é que eu não gosto de convenções, da falta de liberdade, pré-conceber idéias, etiquetas, regras, tudo o que é muito limitante. Sou apaixonada em tudo o que eu faço. Nos meus relacionamentos, sou generosa, leal e as pessoas sabem que podem contar comigo. Eu sempre busco ver em primeiro lugar a beleza interior no outro".

E ela explica como chegou aos 57 com um corpo invejável: "Meu corpo é como ele é, repleto de todos os sentidos para desfrutar a vida com gratidão e celebração. Não faço cirurgias e nem tratamentos de beleza, tenho uma alimentação saudável e uso apenas óleo de sementes nos cabelos e no rosto." 

Ela conta que recebe um monte de e-mails de mulheres e homens que querem saber seu segredo para envelhecer de forma tão harmoniosa. "Nenhum!", diz ela, e completa: "Apenas faço o que eu realmente desejo fazer sem pensar no que as pessoas podem pensar de mim, na verdade sou como uma criança que não se importa, mas com limites saudáveis. 

Envelhecer harmoniosamente depende de como é o espírito que anima o corpo. Ser curiosa e querer aprender é muito importante no processo do "não envelhecer" e manter o corpo vivo". Feliz e segura, Yasmina explica: "Eu fico espantada pela forma como posso me sentir bonita agora, não só por dentro, mas também por fora!

 Eu não me sentia assim quando tinha 20, 30 ou 40 anos. Estou muito melhor na minha pele agora, só lamento que tenha tido essa percepção tão tarde. Foi apenas depois que fiz 40 anos que comecei a me achar sexy, mais viva, mais no meu corpo do que nunca. É surpreendente eu amar tanto este corpo com quase 60 anos, agora que ele começa a decair. 

Tudo isso é estranho e inesperado, mas muito bom. Isso faz parte de um aprendizado".
Sobre ter planos e sonhos, Yasmina diz que aos 57 anos ainda não sabe o que quer da vida, que isso talvez não seja algo que precise ser entendido. "Eu percebo que a vida me trouxe aos lugares que eu tinha sonhado ir e me tornei a pessoa que queria ser e isso aconteceu naturalmente.

 Acredito e percebi desde cedo que o processo de causa e efeito, de querer e acreditar em algo com o pensamento, pode te levar aonde você quer chegar, mas é preciso trabalhar para isso, o que para mim chega a ser um problema, pois como estou sempre tão animada, estimulada e fascinada por tantas coisas, tendo tantas idéias, e por saber que posso fazer de tudo com minhas mãos, tudo acaba se tornando "difícil" para mim, porque começo a fazer uma coisa e não tenho tempo suficiente para terminar porque logo já me vem outra ideia e quero colocá-la em prática também. Quero viver e criar tudo ao mesmo tempo." 

Perguntada sobre quem é Yasmina, ela respondeu: "Eu acho que sou um paradoxo, e viver a minha vida para mim é isso... é como estar em contato com a vida, com a minha plenitude, ver por todos os ângulos, ser as duas faces da mesma moeda, e ao mesmo tempo, estar em equilíbrio e harmonia com o universo". 

A modelo chama de "beleza" tudo o que é fonte de estímulo para sua criatividade e explica: "Ver a beleza das coisas gera sempre uma tendência de criar algo que julgo bonito, é como uma necessidade. Eu acredito em compartilhar o que eu amo e fazer as pessoas felizes com o que me faz feliz, simplesmente nas pequenas coisas de todos os dias.

 Eu realmente acho que estou na terra para desfrutar a vida, criar a "beleza" que é para mim a expressão do Divino e ser uma testemunha disso. Eu acredito que é tudo isso que me faz parecer tão radiante. A beleza é tudo de bom que podemos criar e compartilhar com o próximo."

Questionada sobre o que é liberdade, Yasmina disse: "Liberdade é ser tão simples quanto possível, mas "ser." Confiar que a vida sempre quer o que é bom para mim e fazer dessa liberdade uma escolha por ser feliz. Eu gostaria que as pessoas acordassem e se permitissem a chance de apreciar as coisas mais simples em suas vidas, pois só isso vai fazer com que suas vidas sejam mais belas. Eu acredito que se todo mundo cuidar bem de si mesmo, o mundo todo ganha com isso." 

Yasmina, que é adepta de uma vida totalmente natural, ensina como julga que as pessoas deveriam começar a cuidar de si mesmas, de sua saúde, bem estar e consequentemente, do planeta: "Em primeiro lugar, parando de comer carne e alimentos derivados dos animal, até mesmo porque hoje eles estão repletos de pesticidas e são geneticamente modificadas, infestados por produtos químicos e tudo por essa ganância de consumismo que se alastra cada vez mais. Se cada um de nós fizesse isso, com certeza haveria uma grande mudança." 

Perguntada se acha que o ser humano ainda pode salvar o planeta, ela retruca: "Sempre que ouço isso tenho vontade de rir. O homem é muito soberbo! O planeta não precisa de nós para salvá-lo, ele já estava lá muito antes de surgirmos e permanecerá lá depois de todos termos nos matado como resultado dessa loucura desenfreada pelo lucro.

 São os seres humanos que precisam de ser salvos da sua inconsciência e ganância. Eu vivo nesse mundo consumista, mas estou fora do sistema tanto quanto possível. Não me aplico a regras e não sigo tendências. Só lamento que infelizmente ainda seja obrigada a pagar impostos e com isso beneficiar tantas coisas que não aprovo. 

Vivo impressionada com a quantidade de lixo orgânico que criamos e mesmo sabendo que com a reciclagem podemos gerar energia de varias formas, ainda não se faz isso em grande escala na maioria dos países. Fui testemunha de uma coisa muito interessante no Lêmen, um país Árabe. 

Como na maioria dos países do 3° mundo, vemos lixo por toda parte e se não há um sistema para coletá-lo e encaminha-lo para fins benéficos, as pessoas sobrevivem em meio aquele lixo todo sem aproveitar os benefícios que ele pode produzir e consequentemente poluindo mais o planeta. 

Por outro lado, quando fui a Socotra, um pequeno arquipélago que fica no mar da Arábia, a 350 quilômetros da costa do Lêmen, senti que algo estava diferente e fiquei muito espantada porque tudo estava absolutamente limpo. Eu queria tirar uma foto da mesquita mas o guia me disse que não era uma boa ideia, pois o Imam, que governa a aldeia, era muito rigoroso e não gostava de fotos. 

Ele me explicou que as latas de refrigerante, água em garrafas de plástico, televisões e todos os produtos de sociedades ocidentalizadas eram proibidos lá. Se eles não tinham como limpar, também não tinham permissão para sujar." 

Para finalizar, Yasmina completa: "Aprendi muitas coisas na vida, como entender que não preciso fazer certas coisas que não eram necessários naquele momento, só para estar com o fluxo do momento ou atender a expectativas dos outros. 
Deixei para fazer as coisas que gosto pelo prazer de fazê-las, só porque eu gosto do processo de fazer, que podem ser roupas, trabalhos de cerâmica ou qualquer outra coisa que eu goste. O prazer presente durante aquele momento é a única finalidade da vida e é isso que faz com que cada momento seja um momento especial. Não vivo para os outros, vivo para mim e só faço o bem aos outros.








Texto: Manu Santos (resultado de pesquisas via internet)
Fotos: Reprodução.


Fonte: Yasmina


Nenhum comentário:

Postar um comentário