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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Oito atitudes para tornar sua vida mais sustentável sem gastar nada

Fechar a torneira durante o uso é algo simples, fácil de fazer e que ajuda muito o meio ambiente.
Fotofore


Quando se pensa em sustentabilidade há quem imagine  que é preciso ter painéis solares em casa ou uma série de gadgets que reduzem o consumo, no entanto, demandam grandes investimentos. Mas o EcoD já provou que é possível tornar sua vida mais amiga do meio ambiente de maneira muito simples. Veja oito atitudes para torná-la mais sustentável sem precisar comprar nada:


1. Separe a comida dos demais “lixos”
O ideal é que sua casa não gerasse desperdícios de alimentos tendo em vista que muita gente passa fome no mundo. Mas sempre há uma sobra, então, separe uma vasilha só para colocar a comida. O material orgânico é o que mais dificulta a reciclagem e aumenta as chances de plásticos e papéis irem para aterros, ao invés de serem novamente matéria-prima.


2. Leve seus sacos
O recomendável é reduzir ao máximo o consumo de plástico, mas se você sempre o utiliza e pega no supermercado, guarde o que já tem e leve para a próxima vez que for comprar uma fruta na quitanda da rua ou mesmo o pão.


3. Tire o carregador da tomada
Muita gente faz isso quando termina de carregar o celular ou a bateria do eletrônico: deixa o carregador na tomada. Ruim para o mundo e para seu bolso, pois a energia elétrica continua sendo consumida.


4. Lave os pratos logo após usá-los
Não espere a sujeira do almoço ou do suco secar para lavar os pratos, isso vai requerer mais sabão e mais água para a limpeza. E não esqueça de desligar a torneira durante o tempo de esfregação. Se você fica com “preguiça” após o almoço, jogue um pouco de água antes do descanso nos recipientes e depois volte para lavar, aproveitando esta água que ficou, assim os resíduos serão retirados mais facilmente. 


5. Coloque sua impressora no modo frente e verso
No mínimo você vai reduzir pela metade o número de folhas de papel-ofício ao colocar sua impressora no modo frente e verso. Lembrando que os papéis são provenientes das árvores...


6. Leve seu copo
Tenha um copo em sua bolsa. Você pode evitar os descartáveis do seu trabalho, de sua escola ou faculdade, somente com estas atitudes. As ruas e os oceanos agradecerão.


7. Pense bem antes de jogar fora
Não se trata de tornar-se um “acumulador”, mas de enxergar novas possibilidades de uso para os recipientes que a própria indústria já nos fornece. Assim, no lugar da compra de uma vasilha para acomodar alimentos, você pode criar novas com vasos de produtos que já adquiridos.


8. Desligue as luzes quando sair
Esta dica é tão simples, mas ainda há quem esqueça a luz do quarto ligada quando sai.




quarta-feira, 31 de julho de 2013

Lugares que podem sumir do Planeta !

O mundo está mudando e lugares podem desaparecer da face da Terra. Razões?


  A Grande Barreira de Corais
Localizada na costa nordeste da Austrália, o maior sistema de recifes de corais do mundo. A mudança climática e a temperatura crescente das águas provocou o branqueamento dos corais e obrigou certas espécies marinhas a deixarem o local. O turismo em massa e à poluição, declinaram a qualidade da água, prejudicando muitas partes do recife. 



Floresta de Sumatra
Mais de 10.000 espécies de plantas e 200 mamíferos, incluindo o endêmico orangotango de Sumatra, vivem na  floresta tropical de Sumatra. Porém em apenas 50 anos, a ilha de floresta tropical foi reduzida a alguns restos isolados. Dentre os muitos problemas enfrentados por esta importante zona da biodiversidade, estão a caça ilegal e exploração madeireira, a exploração agrícola e os planos para construção de estradas no local. 


Tibete e Himalaias
Himalaia  abriga os picos mais altos do mundo - Everest e K2. Esta, que é a cordilheira de montanhas mais magnífica do planeta, mata a sede de cerca de 1,3 bilhão de pessoas. As geleiras do Himalaia estão derretendo. Se o fluxo da água doce for alterado, acarretará um impacto severo na região, para a biodiversidade e para as pessoas que dependem da água doce fornecida por seus três grandes sistemas fluviais. O Platô Tibetano, que tem altitude média de 4 mil metros e é mais sensível às mudanças de temperatura, poderá enfrentar, a longo prazo, enchentes e secas temporárias, caso o aquecimento persista.


Veneza
A chamada “cidade das pontes” (Veneza) no nordeste da Itália se estende por 118 ilhas em uma lagoa rasa, as quais são interligadas por 400 pontes. No centro antigo, as gôndolas que circulam pelos 177 canais servem como principal meio de transporte. Os pavimentos térreos de vários edifícios já nem são mais ocupados. Durante o século passado, os níveis do mar subiram 23 cm, enquanto a cidade afundou cerca de 7 cm. Se a água subir mais rápido no futuro devido ao aquecimento global, é questionável se esse sistema poderá evitar que a cidade seja inundada. 


Ilhas Maldivas
Algo está perturbando o sono dos 400 mil habitantes do arquipélago das Maldivas  situado a apenas 1 metro acima do nível do Oceano Índico - a possibilidade de serem submergidos pelas águas. O aquecimento global, o derretimento do gelo marinho e as tempestades violentas podem causar um impacto devastador sobre essa nação. Os otimistas dizem que as Maldivas podem desaparecer daqui a 100 anos. O presidente Mohamed Nasheed anunciou planos para um fundo visando comprar um novo território para o povo das Maldivas, caso o arquipélago seja inundado. 


Everglades, Flórida
As terras alagadas subtropicais no sul da Flórida se estendem por mais de 6.110 km2. Mais de 50% do território original dos Everglades foram transformados em áreas agrícolas ou urbanas, o que coloca o equilíbrio hídrico e o ecossistema sob grande pressão. As populações de aves aquáticas perderam 90% do seu número original. O desvio da água para as áreas urbanas em crescimento no sul da Flórida e os níveis do mar em ascensão, causados pelo aquecimento global, são outros perigos que ameaçam os Everglades. 


Campos de neve do Monte Kilimanjaro
O icônico cume branco da quarta montanha mais alta do mundo - o Monte Kilimanjaro, na Tanzânia, poderá desaparecer até meados deste século. Nos últimos 100 anos, as geleiras no alto da montanha têm derretido continuamente, perdendo 84% do seu gelo. A indústria turística poderá ser seriamente afetado caso haja perda da capa de gelo, o que alteraria as condições para escaladores e excursionistas. 


Jacarta, Indonésia
Uma grande metrópole ameaçada pelos impactos da mudança climática é Jacarta. Chuvas torrenciais, tubulações de esgoto e vias aquáticas entupidas e a localização de certas áreas urbanas abaixo do nível do mar provocam grandes enchentes todos os anos. E tem mais, deslizamentos de terra, secas e tempestades tropicais – irão aumentar em frequência e intensidade à medida que o planeta se aquecer. 


Zona Arqueológica de Chan Chan
Zona Arqueológica de Chan Chan, encerra os despojos da capital do antigo reino Chimu e sua arquitetura de terra, umas das cidades pré-hispânicas mais importantes das Américas. Figura na lista de Patrimônio da Humanidade em situação de risco. A razão principal está nas mudanças nos ciclos das chuvas e secas, na umidade, no nível dos lençóis de água subterrâneos e a resultante química do solo irão, inevitavelmente, afetar a conservação dos restos arqueológicos. O aumento de temperatura e o avanço do nível do mar também farão sentir o seu efeito. 


Cidade Antiga de Jerusalém e seus Muros
Jerusalém atrai, todos os anos, milhares de visitantes. Entre os seus 220 monumentos históricos estão o Domo da Rocha, o Muro das Lamentações e a Igreja do Santo Sepulcro. As maiores ameaças enfrentadas por Jerusalém são a destruição de artefatos religiosos devido à violência política, o desenvolvimento urbano descontrolado e a deterioração geral dos monumentos da cidade por causa do turismo em massa e da falta de manutenção. A Cidade Santa de Jerusalém também consta na lista de Patrimônios da Humanidade em situação de risco.

 " Homem primata , capitalismo selvagem " - Titãs


Fonte: Planta



terça-feira, 16 de julho de 2013

Conheça o homem que plantou uma floresta sozinho

Uma historia real do "Homem que plantava arvores". Jada Payeng nos dá uma lição de amor e cuidado com nosso Planeta, e todos os seres que aqui vivem. Não existe separação entre nós e todo, somos células de um corpo só... Essa compreensão integrada, nos conecta a nossa verdade, nossa essência. Ser feliz, sem duvidas, é um estado de inteireza... 


Namaste! 


Segue a matéria: 

Jadav Payeng transforma um banco de areia em Majuli em uma floresta de 540 hectares. Graças a ele rinocerontes e elefantes têm onde morar



Dizem que um homem precisa fazer pelo menos uma das três coisas antes de morrer: ter um filho, escrever um livro ou plantar uma árvore. Jadav Payeng, morador de Assam, nordeste da Índia, pelo visto exagerou na terceira opção. Durante 30 anos o indiano plantou cerca de 1400 acres, o equivalente a 540 hectares ou 800 campos de futebol oficiais, na Ilha de Majuli, no leito do rio Brahmaputra.


A ilha fluvial já sofreu erosões no solo arenoso e 70% dela já ficou alagada devido aos impactos do aquecimento global que afetaram o rio Brahmaputra. Desde 1979 Payeng se preocupava com a precariedade da Ilha e desde então buscava soluções e apoio do governo local para evitar as enchentes e, principalmente, poupar a vida dos animais.”As cobras morreram no calor, sem qualquer cobertura arbórea. Alertei o departamento florestal e perguntei se eles poderiam plantar árvores lá”, relata o indiano.
A única solução encontrada pelas as autoridades era a de plantar bambu. Sem muito sucesso, Payeng disse que chorou debruçado sobre os animais mortos ao ver as tragédias. “Não havia ninguém para me ajudar. Ninguém estava interessado”, desabafa Payeng. O indiano não se conformou e logo procurou alguma alternativa para transformar a situação.
Payeng começou a cuidar da floresta sozinho plantando árvores e vivendo por muito tempo naquele banco de areia até a vegetação crescer e dar forma a floresta de “Molai Khatoni”. Desde os 16 anos, Payeng cuida da ilha, certa vez ele relatou a um jornal indiano que precisou trazer para a ilha algumas formigas vermelhas e outros animais que serviriam de alimento para conservar a vida da fauna local. “Depois de 12 anos, vimos urubus. As aves migratórias, também, começaram a afluir aqui. Cervos e gado atraíram predadores”, afirmou Payeng.
Para Payeng, a natureza tem uma próspera cadeia alimentar e por isso deve ser protegida pelos seres humanos. A história de Payeng é tão impactante que foi tema de um documentário sobre preservação da natureza. Veja o trailler da história contada pelo diretor Will MacMaster:





Fonte: Verde

domingo, 27 de janeiro de 2013

A vida sem carro


Não acho ruim ter um carro, muito pelo contrario, acho (as vezes) necessário e gostoso. Mas é fundamental que a pessoa entenda que a dependência é o problema, se não tem o carro naquele momento não consegue fazer nada. E pior, pira! Já vi muita gente enlouquecida sem carro, sem celular, sem luz, etc... Nós e nossa "falsa liberdade", tomar consciencia é ter qualidade de vida e ainda ajudamos o planeta. O lance é trabalhar as dependências. Eu acho! Renata

Os desafios, as soluções e os prazeres de quem decidiu abrir mão do automóvel particular


A perda do poder de sedução do carro é uma tendência mundial, como ÉPOCA mostrou na edição 758 (leia a reportagem aqui). No Brasil, tal comportamento foi confirmado pela Pesquisa de Origem e Destino do Metrô de São Paulo: de 1997 a 2007, o uso de transporte público na capital subiu de 45% para 55%. Segundo a imobiliária Lopes, 63% dos próximos lançamentos residenciais na capital estarão a até 1 quilômetro de uma estação do metrô.

Ganhar qualidade de vida na locomoção diária virou sonho de consumo da classe média. ÉPOCA entrevistou seis brasileiros que escolheram viver sem carro. Eles não fizeram isso por ativismo. Pelo contrário, guardam ótimas lembranças dos carros que tiveram. Apenas resolveram experimentar outra forma de viver e não se arrependeram. Nessa experiência, enfrentaram dificuldades. O carro particular é um meio de transporte confortável e conhecido. A música ambiente, as pessoas e mesmo a temperatura a bordo são escolhidas pelo dono. O carro está pronto para sair a qualquer momento, para qualquer lugar. Para alguém acostumado a essa verdadeira extensão motorizada da casa, os transportes alternativos são um salto rumo ao imprevisível. De bicicleta, táxi, metrô, ônibus ou a pé, a pessoa entra em contato com desconhecidos. Precisa conhecer bem a cidade, como linhas de ônibus e telefones de centrais de táxi, e avaliar a melhor combinação de meios de transporte para cada objetivo. Objetivos nem sempre fáceis de atender, como transportar crianças pequenas e suas bagagens. Casado e pai de dois filhos pequenos, o biólogo Uirá Lourenço anda por Brasília numa bicicleta tamanho-família. “É tão confortável que eles cochilam nas cadeirinhas, durante a viagem”, diz. Depois de encarar o desafio, os seis entrevistados viraram entusiastas da vida sem carro. Contam suas histórias aos amigos – e são cada vez mais ouvidos.
O Brasil não está pronto para acolher aqueles que desistem do carro particular. Mas, como mostram os quadros a seguir, nossas cidades evoluíram na última década. E têm condições de melhorar ainda mais, seguindo os exemplos internacionais.



De bicicleta 
Para o biólogo paraense Uirá Lourenço, trocar o carro pela bicicleta não foi o mais complicado. Quando tomou a decisão, aos 22 anos, sua vida de universitário cabia numa mochila. O desafio foi manter a opção. Desde então, Lourenço se casou, teve dois filhos e virou consultor. Viver em Brasília, com topografia plana e chuvas concentradas numa estação do ano, ajuda. “Pedalo até debaixo de chuva”, diz. “Temos um kit com capa e calça impermeável.” A bagagem vai num baú de motocicleta, adaptado. Barrado algumas vezes na entrada do Ministério do Meio Ambiente, ao chegar de bermuda, Lourenço passou a pedalar de calça. “Falta estrutura para receber o ciclista”, diz. Iuri e Cauã, filhos de Lourenço, andam de bicicleta desde quando estavam na barriga da mãe, Ronieli. Ao nascer, viajavam em suportes tipo canguru. Bolsas com fraldas e mamadeiras iam na mochila. “Parece difícil levar a bagagem de bebês, mas não foi”, diz. Hoje, com 3 e 4 anos, os filhos andam em cadeirinhas, numa bicicleta tamanho-família. Lourenço diz que nunca sofreram um acidente. “É tão confortável que eles se acostumaram a dormir no caminho.” A casa de Lourenço tem 11 bicicletas. As menores são dos filhos. Recentemente, os dois foram à escola pedalando por conta própria – e sem rodinhas. “Ganhei minha autonomia aos 18 anos, com o carro”, diz. “Eles estão ganhando a deles, tão pequenininhos, de forma tão saudável.”



A péDanilo Ramalho vivia um círculo vicioso. Como morava longe do trabalho, em São Paulo, sentia necessidade de ter carro. Com os gastos para manter um carro, não sobrava dinheiro para morar mais perto. Assim, chegava a gastar três horas na locomoção diária, nos 20 quilômetros entre a cidade de Guarulhos e o centro de São Paulo. “Tive transtorno de ansiedade generalizado, decorrente de estresse”, diz. “Precisei buscar ajuda de um psiquiatra e de um psicólogo.” Em 2004, Ramalho decidiu quebrar o ciclo. Abandonou o carro e, com despesas menores, passou a alugar apartamentos mais caros, localizados a menos de 2 quilômetros do escritório. Agora, acorda duas horas mais tarde. Para não suar a camisa na ida ao trabalho, vai de táxi, mordomia que lhe custa R$ 10 por dia. No fim da tarde, afrouxa o nó da gravata e volta para casa a pé. Acha graça em, pela calçada, ultrapassar os carros engarrafados no trânsito da Avenida Paulista. Não que ele tenha pressa. Ramalho caminha relaxado. Costuma parar em museus, cinemas, lojas e parques do centro da cidade. “Sou mais tranquilo agora”, diz. “Se tem um happy hour na sexta-feira, sei que posso beber sem me preocupar com a volta.” Ramalho tenta convencer a turma do escritório a se mudar para perto. “Um colega chega ao trabalho antes das 8 e só sai depois das 8, só para não pegar trânsito”, diz.   





De ônibus
Aos 18 anos, Mônica França foi a primeira entre suas amigas a tirar carteira de motorista. Dois anos atrás, aos 35, vendeu seu carro por um preço abaixo do mercado. “Só queria me livrar dele!”, diz, hoje adepta do transporte público do Rio de Janeiro. Ela mora no bairro de Laranjeiras, a menos de 10 quilômetros do trabalho, no Leblon. Apesar da proximidade, às vezes deixava pacientes esperando. “Perdia muito tempo procurando vaga para estacionar”, afirma. “No fim do dia, os flanelinhas queriam me cobrar R$ 20, e não os R$ 2 determinados pela prefeitura. Ficava muito estressada.” Hoje, Mônica pega um ônibus. “Vou apreciando a paisagem e fico relaxada”, diz. “No início, tinha medo de ser assaltada. Demorei a me acostumar, mas nunca me aconteceu nada.” A fisioterapeuta diz sentir saudades de seu carro apenas em dias de chuva. “Basta cair os primeiros pingos, para desaparecerem os táxis livres”, afirma. Mônica também usa os transportes coletivos para passear com a filha, Maria Clara, de 9 anos. “Ela gosta, acha muito divertido”, diz. O ônibus substituiu o carro mesmo em viagens de fim de semana para Visconde de Mauá, a cerca de 150 quilômetros da capital. “Eu ia sempre, e não mudei de hábitos”, afirma. “A paisagem é linda, e meus pensamentos perdem a direção no trajeto.”   





De táxi"Sempre fui apaixonado por carros”, diz o publicitário Ricardo Santos, de 39 anos, enquanto mostra, no celular, fotos de carros iguais aos oito modelos que teve. Há três anos, descobriu uma paixão ainda maior: seu próprio dinheiro. Fez contas e concluiu que o automóvel lhe custava R$ 9 mil por ano. “Nove paus!”, diz, ainda surpreso. “Dava para fazer uma grande viagem por ano.” Ele, que acabara de vender um carro, decidiu não comprar outro. Reservou a quantia para gastar com corridas de táxi. “Hoje, não tenho nenhum pudor em recorrer aos taxistas”, diz. “Peço um quando está chovendo, quando tem subida íngreme demais ou quando estou com preguiça.” Com 30 corridas por mês, Santos gasta cerca de R$ 600 – 20% menos do que gastava com o carro. “Minha vida ficou 95% mais fácil”, diz. “Não me estresso mais no trânsito, não me preocupo com estacionamentos e, em vez de dirigir, me divirto ouvindo histórias de taxistas.” Mesmo feliz com o táxi, Santos ainda se sentia mal quando o trânsito parava. “Ficava tão angustiado com o taxímetro rodando que saía do carro e ia andando ou correndo”, diz. Resolveu sua angústia com uma bicicleta dobrável, capaz de caber em qualquer porta-malas. “Não existe uma solução para o transporte em São Paulo, mas uma combinação de soluções”, diz. “Táxi, carona, carro, skate ou patins, o que é bom para mim pode não ser para você.” 



De carro compartilhado e metrô
Acostumada a cuidar de pessoas em seu trabalho como médica, em São Paulo, Camila Nihei, de 30 anos, não gostava dos cuidados que um automóvel requer. Certa vez, perdeu a garantia de fábrica por demorar demais a fazer a revisão periódica. “Carro começou a ser mais preocupação do que benefício”, diz. Há dois anos, Camila deu o carro para o irmão. Passou a andar de ônibus, num corredor expresso com faixa exclusiva, e metrô. “Eu, que chegava a passar 30 minutos no trânsito, agora levo cinco”, afirma. “É tão rápido que nem dá tempo de ler.” Adepta do transporte público, Camila sentia falta do conforto de um carro particular. “Às vezes, dá preguiça sair de casa de táxi ou metrô”, diz. Decidiu experimentar o compartilhamento de carros. Também conhecido como car sharing, o serviço permite alugar automóveis por períodos mais curtos que uma locadora convencional. Lançado há cerca de 15 anos, nos Estados Unidos, o compartilhamento de carros é novidade no Brasil. Maior empresa do ramo, a Zazcar tem 60 veículos e 45 pontos de atendimento, todos na cidade de São Paulo. Uma vez por semana, Camila recorre ao serviço para fazer compras ou ir à casa da sogra, numa cidade vizinha. Camila reserva o carro pelo celular, usa o carro por R$ 15 a hora e depois devolve no mesmo lugar. Ela, que não gostava de oficina, agora não precisa nem sequer abastecer o carro.




De carona
Fábio Fonseca morava na Barra da Tijuca e estudava engenharia da computação na Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Ilha do Fundão. São dois dos piores lugares da cidade para viver sem carro. Na Barra, tudo é tão distante que há quem pegue táxi apenas para atravessar a Avenida das Américas, principal via do bairro. Insatisfeito com o transporte público, em 2005 Fonseca passou a ir à faculdade dirigindo. Não se sentia à vontade, porém, em viajar sozinho e ver os colegas parados nos pontos de ônibus. “O carro era um mal necessário, no meu bairro”, afirma. “A alternativa era juntar várias pessoas em um só veículo.” Em 2010, ele e um amigo, Thiago de Carvalho, criaram o portal CarUni, para unir motoristas e caroneiros. O projeto, que nasceu como um dever de casa da faculdade, tornou-se um sucesso. No primeiro mês, cerca de 500 estudantes se cadastraram. Hoje, há mais de 4 mil inscritos, de sete universidades. “O site virou nosso trabalho de conclusão de curso”, diz. O projeto tirou carros das ruas. Baixou a despesa dos motoristas, que puderam rachar a despesa do combustível com os passageiros. Deu rapidez e conforto aos caroneiros e fez surgir amizades. Hoje, o site funciona por conta própria. Fonseca abriu uma empresa de soluções empresariais e tornou-se um caroneiro. “Vou e volto do trabalho com um amigo da empresa”, diz.

Fonte:Carro

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mar do Caribe esconde 450 esculturas de concreto

É impressionante as fotos  (de perto) das esculturas, tive um choque! Deu uma aflição... Mas é interessante!

Renata



Uma multidão de figuras humanas de pedra, cada uma com expressões e roupas únicas, habita sem alarde um pedaço do fundo do mar no litoral do México. A cerca de oito metros de profundidade, nas águas cristalinas do Caribe, esconde-se o primeiro parque de esculturas subaquáticas do mundo, que tem até um museu a céu aberto – ou melhor, em alto-mar. O Musa ("museu subaquático de arte", na sigla em espanhol) conta com um acervo de 450 esculturas submersas ao redor da ilha Mujeres de Cancun, no México, que se apoia na interação do homem com o objeto.
As obras são feitas com um material poroso, uma espécie de concreto ecológico de pH neutro, que é perfeito para resistir algumas centenas de anos debaixo-d’água e facilita o crescimento de corais e o abrigo de várias espécies, como peixes pequenos, crustáceos, ouriços e estrelas-do-mar. As criaturas marítimas, aliás, são peças fundamentais para o trabalho. São elas que colorem, distorcem e transformam as dramáticas figuras submersas, construindo uma ambiciosa, mutante e frágil representação da evolução da vida.




O conjunto é obra do inglês Jason deCaires Taylor. Criado na Malásia, Taylor é um exímio mergulhador, instrutor e premiado fotógrafo subaquático. Nem mesmo um diploma no Instituto de Artes de Londres o fez se esquecer da vida marinha. Ele tirou o certificado de escultor da gaveta e o levou para o fundo do mar, onde cuida – junto da fauna que vive ali – deste dinâmico museu.
















Fonte: Esculturas

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O cientista indiano Amit Goswami acredita que o capitalismo está perdendo espaço para o que chama de ?economia espiritual?



por Caio Ferretti

Chaplin foi visionário quando fez Tempos modernos, em 1936. O sistema econômico esqueceu das pessoas e se estabeleceu no materialismo e no consumismo. Mas ainda há quem questione o modelo vigente com pensamentos que vão além de lucros e porcentagens. Para o cientista indiano Amit Goswami, o capitalismo como conhecemos está perdendo espaço para o que chama de “economia espiritual”. Não se trata de comércio de indulgências, oferta e demanda de crucifixos ou da cotação de budas de porcelana, e sim de um sistema que atenda não só às nossas necessidades materiais, mas às espirituais e ao bem-estar pessoal. “Enquanto o capitalismo leva em conta a satisfação das necessidades mais egocêntricas das pessoas, a economia espiritual leva em conta o bem-estar, as necessidades mentais e da alma”, explica Amit. Para isso acontecer, é preciso que o ambiente de trabalho também seja reformulado. O cientista acredita que uma empresa que atende às necessidades espirituais de seus funcionários maximiza os lucros. “A diretoria de uma corporação inserida na nova onda capitalista não só procura aumentar os lucros materiais de seus acionistas, como contribui, literalmente, para os lucros em energia vital.” Sem perder mais funcionários nas engrenagens.
Para saber mais sobre as teorias de Amit Goswami, veja aqui dez frases do cientista que mostram como é possível pensar no futuro de uma maneira diferente.
Nossa política tem que mudar de política do poder para uma de significados. Nossas instituições educacionais têm que parar de se preocupar com o treinamento profissional e renovar o significado e a alma em sala de aula. Nossas religiões têm que parar de dizer às pessoas como votar e de influenciar políticos, e voltar à busca da divindade e ensiná-la as pessoas. E assim por diante.”
Tem que haver uma mudança no paradigma da economia, do capitalismo para o que eu chamo de 'economia espiritual'. Enquanto o capitalismo leva em conta a satisfação das necessidades básicas mais egocêntricas das pessoas, a economia espiritual leva em conta o bem-estar.”
Não precisa ser um gênio para perceber que a economia capitalista, tal como praticada hoje, também se encontra num ponto de crise. Em primeiro lugar, o capitalismo hoje é baseado no crescimento e na expansão contínuos, que requerem recursos ilimitados. Isto não pode ser sustentável num planeta finito.”
A partir da sustentabilidade ecológica, o próximo passo é a conscientização do movimento evolucionário da consciência. Não só demandamos uma sustentabilidade ecológica, mas também questionamos se nossos negócios estão contribuindo positivamente para o movimento da consciência, ou pelo menos não o estão prejudicando.”
Um outro fator-chave no desenvolvimento dos negócios é o green business, que cresceu com o movimento ecológico. O green business tem dois componentes. O primeiro é a conscientização que as considerações ecológicas podem ser empregadas para se obter ganhos econômicos e lucros. O segundo é a conscientização que, no longo prazo, a sustentabilidade ecológica é um excelente objetivo a ser alcançado. Mais cedo, ou mais tarde, isso será uma imposição dos governos, ou da própria natureza.”
A partir da ecologia, só é necessário um pequeno salto para o conceito que a conexão da vida com o meio ambiente é bem mais profunda. Não só apenas por sinais materiais e locais, mas também através da energia vital, e da própria consciência, via uma conexão não local quântica.”
A produção de energia vital pode ser alcançada de diversas maneiras. Uma delas é pelo estabelecimento de florestas, já que as plantas têm abundante energia vital. Outra forma é pelo cultivo da saúde positiva na sociedade, uma vez que as pessoas com saúde positiva irradiam energia vital. No entanto, a melhor maneira de se garantir a produção de energia vital é estimular que os locais de trabalho, frequentados por pessoas comuns, disponibilizem estruturas que permitam aos seus funcionários praticar a saúde positiva, como yoga, Tai Chi e meditação.”
As corporações começaram a perceber que seus funcionários se desempenham melhor se sua estrutura de valores não está em conflito com a estrutura de valores da empresa.”
O que acontece quando uma corporação estimula a criatividade interna de todos os seus funcionários, permitindo a eles que abram suas almas? O meio corporativo, como um todo, torna-se mais feliz, e cheio de vitalidade e de significado. Mais ainda, a criatividade interna pode aumentar a criatividade externa de pessoas já abertamente criativas, e espinha dorsal de uma corporação inovadora.”
O capitalismo, e sua expansão econômica contínua, produz padrões de vida e de remunerações cada vez maiores que não têm como serem mantidos, a não ser através da produção de inflação. Para suprir as demandas dos altos padrões, aliados aos altos custos, as pessoas se vêem forçadas a abrir mão de necessidades mais fundamentais. Assim, as promessas básicas do capitalismo são invariavelmente substituídas pela natureza agressiva do mesmo.”
*As frases foram retiradas dos artigos O caminho para uma economia espiritual e Como os negócios estão mudando, escritos por Amit Goswami, disponíveis em www.mercadoetico.com.br.




quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Cinto transforma gordura do corpo em energia


Essa é ótima! 
Já pensou que maravilha, não ficar mais sem bataria de celular? rs 
Quem tem gordurinhas sobrando agora sabe que nao é tão ruim assim e tudo se aproveita. Renata




A designer holandesa Emmy van Roosmalen criou uma tecnologia capaz de acabar com a dor de cabeça causada pela gordurinha extra. A invenção é conhecida como “Cinturão de Energia” e transforma a gordura da barriga em eletricidade.
O protótipo da tecnologia foi apresentado durante a Semana Holandesa de Design e surge como mais uma alternativa à produção de energia limpa. Apesar de parecer estranho, o sistema utiliza o que existe de mais avançado em termos de tecnologia disponível.
O funcionamento consiste basicamente em utilizar protocélulas artificiais para produzir energia a partir da conversão da gordura natural em Adenosina-5’-trifosfato (ATP). A energia produzida é capaz de recarregar gadgets e celulares.
Os cientistas também têm investido em ideias para aqueles que preferem realmente suar a camisa para ter energia. As opções são diversas e vão desde tênis e pisos equipados com sensores piezoeletrônicos, até, os mais comuns, sistemas que transformam o giro das rodas de bicicletas em eletricidade.





quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

“Vida em Cores”, veja fotos de novo livro de fotografia da National Geographic

A National Geographic lançou o livro fotográfico Life in Color (Vida em Cores, em tradução livre), com imagens de vários locais do mundo, o livro é separado em capítulos por cores, como vermelho, amarelo, verde, com fotos que representam as diferentes tonalidades. Veja algumas das 375 fotos presentes no livro.